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Os alunos do Colégio Dante Alighieri criaram o grupo Dante em Foco para ser parceiro do projeto Catraca Livre (http://catracalivre.uol.com.br). Nossa meta é fazer a divulgação de atividades culturais gratuitas ou que atinjam, no máximo, o valor de R$ 5,00 na região da Avenida Paulista e seu entorno. Para isso, há um blog (http://dante.catraca.blogdante.com.br/) que será alimentado com textos produzidos por alunos de 12 a 16 anos, com a supervisão de professores e de uma jornalista do nosso Colégio. Criar em jovens o hábito de consumir produtos culturais é hoje um desafio que pretendemos superar. Como sugere o nome do nosso projeto, queremos colocar em foco filmes, peças, shows e outras atividades culturais acessíveis não apenas para quem conhece e frequenta a região da Paulista, mas também para estudantes de todos os cantos da cidade de São Paulo. Esperamos que os nossos leitores aproveitem as dicas do blog.
Sejam bem-vindos!
Equipe Dante em Foco
Por Ana Beatriz Paixão e Jacqueline Chen
A Coleção Ópera Urbana, criada pelas Edições SESC SP em parceria com a editora Cosac Naify, foi lançada no SESC Av. Paulista dia 14 de agosto. É formada por quatro livros (Cidade dos Deitados, Av. Paulista, Montanha-Russa e Surfando na Marquise). O diretor da Cosac Naify, Augusto Massi, comentou o livro Cidade dos Deitados, escrito por Heloisa Prieto, em que o cenário principal é um cemitério. “Demonstraremos que existem cemitérios grandes, pequenos, de todos os tipos. E que o cemitério é uma cidade. Muitas pessoas ‘vivem’ dos mortos” disse o diretor. Os livros têm um visual moderno e inovador, e é objetivo da coleção mapear a cidade de São Paulo para os jovens de forma dinâmica - podendo, também, ser utilizados pelos professores em aula.
Às 19h30 houve um debate em que as convidadas Valdenice Minatel (coordenadora do depto. de Tecnologia Educacional do Dante), Didi Wagner (apresentadora do programa Lugar (In)comum no canal Multishow),Carla Caffé (arquiteta e diretora de arte) e Soninha Francine (vereadora de São Paulo) conversaram sobre a cidade, com a mediação do diretor da Cosac Naify. Carla Caffé, que fez a ilustração do livro Av. Paulista, falou sobre a famosa avenida. “Às vezes temos medo de andar pelas ruas, mas elas são lugares de surpresas, de encontros inusitados. É um grande lugar de inspiração”.
A professora Valdenice Minatel falou sobre a humanização da cidade. “Todos os projetos têm que envolver o humano. Enquanto não se humanizar a cidade, ela vai ser apenas concreto”, argumentou. Didi Wagner pontuou algumas diferenças entre São Paulo e Nova Iorque, onde vivia. “Lá você pode fazer o que quiser, pintar o muro, tocar um instrumento, desde que não atrapalhe. E eu sinto falta disso aqui em São Paulo . Por isso, no meu novo programa, queríamos causar uma ação urbana. Fomos de pijama pra Paulista e dormimos por 1 minuto no vão do Masp”, afirmou a apresentadora.
O lançamento se encerrou com um coquetel e uma noite de autógrafos para os convidados.
Pouco
antes de o primeiro semestre acabar, o grupo de teatro do Dante apresentou a
peça “Cinderela” para alunos da Escola Municipal Marechal Floriano Peixoto. A
iniciativa partiu do Dante Catraca, e faz parte da segunda etapa de nosso
projeto: trazer estudantes de outras partes de nossa cidade para aproveitarem
as opções culturais gratuitas da região da avenida Paulista. Aproveitamos que
nosso grupo de Teatro estava com apresentações prontas e convidamos as crianças
do Marechal.
A
colaboradora do Dante Catraca – e também atriz do grupo de Teatro – Jacqueline
Chen fez um relato sobre a experiência, que foi um sucesso!
Crianças
de 5 a 8 anos da escola municipal marechal Floriano preencheram, no dia 19 de
junho, o auditório Miro Noschese, um teatro em que cabem cerca de 300 pessoas
em suas poltronas vermelhas. No palco, uma peça encenada por atores-alunos.
Acho
que as crianças não imaginavam muito ao certo o que veriam nesse palco, apesar
de saberem que a história era a da Cinderela. Enquanto esperavam,
ansiosamente, para ver a peça, nós, atores, estávamos na coxia ansiosos para
apresentar. Minutos antes de começar, eu estava nervosa para entrar. Tão
nervosa que até tremia. Até que recebi o sinal: ‘é agora’. Entrei. Entrei com
toda a força para tentar transmitir tudo o que eu sabia para os pequenos. Que
emoção! As crianças olhavam para nós com os olhos brilhando como se fossem
estrelas. E assim foi, o elenco apresentou interagindo com as crianças do
início ao fim. A cada risada que eu ouvia, pensava: “está dando certo!”. E
foram muitas!
Até que aquele conto de fadas estava em seu ‘viveram felizes para sempre’: a peça acabou e fomos cumprimentar as crianças. Eles olhavam para nós como se fôssemos artistas profissionais!
